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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O outro Pé da Sereia





Título : O outro pé da sereia
Autor: Mia Couto
Editora: Companhia das Letras
Origem: Literatura Estrangeira
Ano: 2006
Edição: 1

Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Número de páginas: 336

Sinopse

Este romance do moçambicano Mia Couto faz um retrato poético, alegórico e também crítico da Moçambique contemporânea. A imagem de uma santa católica que encanta e perturba todos os que dela se aproximam é o centro de uma trama dividida em dois momentos históricos, ligados por questões étnicas, religiosas e de destino familiar. 

Conhecendo um pouco mais! Mia Couto

Filho de portugueses que emigraram a Moçambique nos meados do século XX, Mia nasceu e foi escolarizado na Beira. Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Notícias da Beira e três anos depois, em 1971, mudou-se para a cidade capital de Lourenço Marques (agora Maputo). Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. Trabalhou na Tribuna até à destruição das suas instalações em Setembro de 1975, por colonos que se opunham à independência. Foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação. A seguir trabalhou como diretor da revista Tempo até 1981 e continuou a carreira no jornal Notícias até 1985. Em 1983 publicou o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho, que inclui poemas contra a propaganda marxista militante[1]. Dois anos depois demitiu-se da posição de diretor para continuar os estudos universitários na área de biologia.
Além de ser considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué. Em 2007, foi entrevistado pela revista Isto É[2]. Foi fundador de uma empresa de estudos ambientais da qual é colaborador [3].

Bibliografia

Muitos dos livros de Mia Couto são publicados em mais de 22 países e traduzidos em alemão, francês, espanhol, catalão, inglês e italiano.


Poesia

Estreou-se no prelo com um livro de [poesia], Raiz de Orvalho, publicado em 1983. Mas já antes tinha sido antologiado por outro dos grandes poetas moçambicanos, Orlando Mendes (outro biólogo), em 1980, numa edição do Instituto Nacional do Livro e do Disco, resultante duma palestra na Organização Nacional dos Jornalistas (actual Sindicato), intitulada "Sobre Literatura Moçambicana".
Em 1999, a Editorial Caminho (que publica as obras de Couto em Portugal) relançou Raiz de Orvalho e outros poemas que teve sua 3ª edição em 2001.


Contos

Nos meados dos anos 80, Couto estreou-se nos contos e numa nova maneira de falar - ou "falinventar" - português, que continua a ser o seu "ex-libris". Nesta categoria de contos publicou:
  • Vozes Anoitecidas (1ª ed. da Associação dos Escritores Moçambicanos, em 1986; 1ª ed. Caminho, em 1987; 8ª ed. em 2006; Grande Prémio da Ficção Narrativa em 1990, ex aequo)
  • Cada Homem é uma Raça (1ª ed. da Caminho em 1990; 9ª ed., 2005)
  • Estórias Abensonhadas (1ª ed. da Caminho, em 1994; 7ª ed. em 2003)
  • Contos do Nascer da Terra (1ª ed. da Caminho, em 1997; 5ª ed. em 2002)
  • Na Berma de Nenhuma Estrada (1ª ed. da Caminho em 1999; 3ª ed. em 2003)
  • O Fio das Missangas (1ª ed. da Caminho em 2003; 4ª ed. em 2004)


Crônicas

Para além disso, publicou em livros algumas das suas crónicas, que continuam a ser coluna num dos semanários publicados em Maputo, capital de Moçambique:
  • Cronicando (1ª ed. em 1988; 1ª ed. da Caminho em 1991; 7ª ed. em 2003; Prémio Nacional de Jornalismo Areosa Pena, em 1989)
  • O País do Queixa Andar (2003)
  • Pensatempos. Textos de Opinião (1ª e 2ª ed. da Caminho em 2005)
  • E se Obama fosse Africano? e Outras Interinvenções (1ª ed. da Caminho em 2009)


Romances

E, naturalmente, não deixou de lado o género romance, tendo publicado:
  • Terra Sonâmbula (1ª ed. da Caminho em 1992; 8ª ed. em 2004; Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995; considerado por um juri na Feira Internacional do Zimbabwe um dos doze melhores livrosafricanos do século XX)
  • A Varanda do Frangipani (1ª ed. da Caminho em 1996; 7ª ed. em 2003)
  • Mar Me Quer (1ª ed. Parque EXPO/NJIRA em 1998, como contribuição para o pavilhão de Moçambique na Exposição Mundial EXPO '98 em Lisboa; 1ª ed. da Caminho em 2000; 8ª ed. em 2004)
  • Vinte e Zinco (1ª ed. da Caminho em 1999; 2ª ed. em 2004)
  • O Último Voo do Flamingo (1ª ed. da Caminho em 2000; 4ª ed. em 2004; Prémio Mário António de Ficção em 2001)
  • O Gato e o Escuro, com ilustrações de Danuta Wojciechowska (1ª ed. da Caminho em 2001; 2ª ed. em 2003)
  • Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra (1ª ed. da Caminho em 2002; 3ª ed. em 2004; rodado em filme pelo português José Carlos Oliveira)
  • A Chuva Pasmada, com ilustrações de Danuta Wojciechowska (1ª ed. da Njira em 2004)
  • O Outro Pé da Sereia (1ª ed. da Caminho em 2006)
  • O beijo da palavrinha, com ilustrações de Malangatana (1ª ed. da Língua Geral em 2006)
  • Venenos de Deus, Remédios do Diabo (2008)
  • Antes de nascer o mundo (2009)


Prêmios


Academia Brasileira de Letras

É sócio correspondente, eleito em 1998, da Academia Brasileira de Letras, sendo sexto ocupante da cadeira 5, que tem por patrono Dom Francisco de Sousa.

Referências

  1. ↑ Chabal, Patrick. ‘’Vozes Moçambicanas’’. Vega: Lisboa, 1994. (274-291)
  2. ↑ Furtado, Jonas. "Entrevista a Mia Couto", Revista Isto É, Editora Três, 2007-09-26. Página visitada em 2009-12-01.
  3. ↑ Mia Couto Biografia



Fonte : Wikipédia

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Conhecendo um pouco mais! Knut Hamsun

Fonte referente a Biografia NetSaber

Seu verdadeiro nome era Knut Pedersen. Hamsun, que recebeu o prêmio Nobel de Literatura de 1920, é o escritor norueguês romântico e rebelde por excelência. Marcado pelas difíceis condições de vida no norte do seu país, Hamsun, que adotou o seu nome artístico em honra de Hamsund, localidade onde passou a sua juventude, fez uma crítica radical da civilização moderna, defendendo o regresso do homem às suas origens e ao contato com a natureza. A vida do ser humano entre dois pólos opostos, a natureza e a civilização, constitui o tema principal da sua obra, definida por ele próprio como romance psicológico, em que descreve a vida espiritual e afetiva das suas personagens. Para isso utiliza modernas formas narrativas, como o monólogo interior ou a visão retrospectiva, que permitem a análise das emoções mais profundas. O seu primeiro romance, Fome (1890), apresenta aspectos autobiográficos, e em Pão (1894) e Vitória (1898) descreve o amor como a experiência mais elementar da Natureza. Nas suas obras posteriores, a tendência para a crítica social equipara-se ao realismo psicológico, como em Vagabundos (1927) e August Weltumsegler (1930). Da sua produção literária cabe destacar o romance Markens Grøde (1917). Durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial, apoiou o governo colaboracionista de Quisling e, em 1945, foi condenado a pagar uma grande multa. O escritor justificou sua atitude em 1949, na obra autobiográfica Por Caminhos Vigiados.

Bibliografia do Knut Hamsun
(Fonte referente a Bibliografia: Wikipédia)
  • O Enigmático, 1877.
  • Burgueses, 1878.
  • Em tournée, 1886.
  • Pecado, 1886.
  • Da Vida Intelectual na América Moderna, 1889.
  • Fome, 1890.
  • Mistérios, 1892.
  • Terra Nova, 1893.
  • O Redator-chefe, 1893.
  • Pã, 1894.
  • Às Portas do Reino, 1895.
  • O Jogo da Vida, 1896.
  • Siesta, 1897.
  • Os Fogos do Poente, 1898.
  • Vitória, 1898.
  • No País Maravilhoso, 1903.
  • A Rainha Tamar, 1903.
  • Mata de Corte, 1903.
  • O Sonhador, 1904.
  • O Monge Vendt, 1904.
  • O Coro Selvagem, 1904.
  • Vida de Lutas, 1905.
  • Sob a Estrela de Outono, 1906.
  • Rosa, 1908.
  • Benoni, 1908.
  • Um vagabundo Toca em Surdina, 1909.
  • A Vida Violenta, 1910.
  • A Última Alegria, 1912.
  • Filhos da Época, 1913.
  • A Cidade de Segelfoss, 1915.
  • Os Frutos da Terra, 1917.
  • A Língua em Perigo, 1918.
  • As Mulheres da Bomba, 1920.
  • Último Capítulo, 1923.
  • Vagabundos, 1927.
  • Augusto, o Marinheiro, 1930.
  • E a Vida Continua, 1933.
  • A Ronda Acabada, 1936.
  • Pelos Atalhos Fechados, 1949.

Conhecendo um pouco mais ! Gabriel Garcia Marquez

Escritor colombiano. Jornalista na sua juventude, vive durante vários anos em França, México e Espanha. Em Itália estuda cinematografia. García Márquez é um romancista universalmente reconhecido, recebendo em 1982 o Prémio Nobel da Literatura. Inicia a sua carreira literária com a publicação de diversos contos, como, por exemplo, A Trovoada (1955) e Ninguém Escreve ao Coronel (1962). Nestas obras está já presente o mundo mítico e fantástico que retracta magistralmente na sua obra-prima, Cem Anos de Solidão (1967).

O autor, situando-se no ambiente mágico de Macondo, em Cem Anos de Solidão eleva a realidade a uma categoria onírica, nela sintetizando os mais diversos elementos: a história, a natureza, os problemas sociais e políticos, a vida quotidiana, a morte, o amor, as forças sobrenaturais, o humor, o lirismo... Da sua fusão surge um deslumbrante romance, exemplo único daquilo que a partir de então passa a ser designado por «realismo fantástico».

Outras obras suas de grande importância são, entre outras:
  • O Outono do Patriarca (1975),
  • Crónica de Uma Morte Anunciada (1981),
  • Notícia de Um Sequestro (1996), etc.

Conhecendo um pouco mais! Mario Sergio Cortella.

Mario Sergio Cortella é um filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também é professor-titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da pós-graduação em Educação (Currículo), além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP.
Foi secretário municipal de Educação de São Paulo (1991-1992) e é autor, entre outros livros, de A Escola e o Conhecimento, Nos Labirintos da Moral, com Yves de La Taille, Não Espere Pelo Epitáfio: Provocações Filosóficas e Não Nascemos Prontos!.
Fez o programa "Diálogos Impertinentes" na TV PUC, no Canal Universitário.
 
Outros títulos de Mario Sergio Cortella:
  • O que a Vida Me Ensinou - Viver em Paz para Morrer em Paz
  • Liderança em Foco
  • Nos Labirintos da Moral - Col. Papirus Debates
  • Sobre a Esperança - Diálogo - Col. Debates
  • Qual É a Tua Obra ? - Inquietações Propositivas Sobre Ética , Liderança e Gestão
  • Não Nascemos Prontos! Provocações Filosóficas
  • Filosofia eFilosofia e Ensino Médio - Livro do Aluno
  • Ensino Médio - Livro do Professor

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Conhecendo um pouco mais! Rubem Alves

Rubem Alves
Mineiro de Boa Esperança, nascido em 1933, Rubem Alves é educador, cronista, teólogo e psicanalista. Formado em Filosofia pela Universidade de Princeton (EUA), é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Autor de mais de 50 livros, viaja pelo Brasil dando conferências sobre educação. Para ele, a vocação suprema dos professores, pré-requisito de todas as outras, é fazer sonhar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Conhecendo um pouco mais! Thrity Umrigar

Thrity Umrigar nasceu em Bombaim e mora nos Estados Unidos desde os 21 anos. Jornalista há dezessete anos, escreve para o Washington Post, Plain Dealer, Boston Globe, além de outros jornais locais. Leciona Redação Criativa e Literatura na Case Western Reserve University. Autora do romance Bombay Time (2001) e do livro de memórias First Darling of the Morning: Selected Memories of an Indian Childhood (2003), ganhou o prêmio Nieman Fellowship da Harvard University. É Ph.D. em inglês e mora em Cleveland, Ohio.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Conhecendo um pouco mais! - Gabriel Chalita

Foto: Beto Tchemobilsky
Nascido em 30 de abril de 1969, em Cachoeira Paulista – SP, doutor em Direito e em Comunicação e Semiótica. Mestre em Direito e em Ciências Sociais. Foi Secretário de Educação do Estado de São Paulo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação. É professor, escritor e vereador da capital paulista.

Gabriel Chalita é membro da Academia Brasileira de letras. Entre os vários livros que publicou, destacam-se O sol depois da chuva, A ética do rei menino, Os dez mandamentos da ética e Pedagogia do amor, os dois últimos também editados em espanhol. Como educador já recebeu vários títulos e condecorações.